Surto elétrico é um fenômeno que pode ocasionar a queima de dispositivos elétricos e eletrônicos, estes surtos ocorrem devido a vários fatores, como por exemplo os raios que caem sobre a rede elétrica, uma partida de grandes motores elétricos entre outras anomalias que podem ocorrer nas instalações elétricas. Este é o principal motivo pelo qual devemos usar sempre um dispositivo de proteção contra surtos DPS.

Tamanho é a importância do dispositivo de proteção contra surtos, que Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), destaca que a partir de então as solicitações de novas ligações realizadas terão a obrigatoriedade de ser instalado o DPS nos padrões de entrada de energia. Sendo assim iremos explicar melhor o seu funcionamento e algumas informações que a concessionária fornece.

Destacamos que estes dados que estão sendo representados neste artigo são especificações de acordo com a Companhia Paulista de Força e Luz, mas ela não é a única concessionária que recomenda ou obriga o uso de dispositivos de proteção contra surto instalado no padrão de entrada, como é o caso da CELESC.

Funcionamento do DPS:

Com relação ao dispositivo de proteção contra surto é importante entender que quando ocorre um surto, o DPS desvia este surto para o sistema de aterramento, isto ocorre numa fração de segundos e costuma ser tão rápido, que o disjuntor não é capaz detectar esta fuga para aterramento, sendo este o motivo que é ligado fase e terra no DPS.

O funcionamento do DPS e a maneira que ele é instalado realmente parece que está fechando um curto circuito entre fase e terra, mas na verdade quando o dispositivo de proteção contra surto detecta um surto, ele fecha sim um curto entre fase e terra, mas isso acontece de maneira controlada, em um período extremamente curto de forma que não seja prejudicial para a instalação.

O maior problema do DPS é quando ele chega ao fim de sua vida útil, ou seja, quando o circuito interno dele não consegue mais fazer este fechamento rápido para a terra. Em alguns casos quando ocorre a queima do dispositivo de proteção ele fecha um curto permanente entre fase e terra , que acaba gerando um enorme problema.

Para resolver isso, a norma NBR 5410 regulamenta o uso de dispositivos de proteção para o DPS, estes disjuntores são chamados de dispositivos de desconexão. Então, em caso de um curto permanente devido à queima do dispositivo de proteção contra surto, o disjuntor irá desarmar impedindo a fuga de corrente para terra.

De acordo com CPFL e NBR 5410:

É obrigatória a instalação do DPS no padrão de entrada do consumidor em todas as novas instalações, de acordo com as prescrições da NBR 5410. Este procedimento visa o cancelamento das sobretensões causadas, por exemplo, os fenômenos atmosféricos, evitando, assim, os eventuais danos que podem ser causados aos equipamentos, assim como a preservação da segurança das pessoas.

Essa mesma proteção é obrigatória pela NBR 5410, para os equipamentos que recebem linhas externas de sinal, como por exemplo de telefonia, TV a cabo, comunicação de dados e entre outras.

DPS no padrão de entrada é obrigatório?

Dispositivo de proteção contra surtos é obrigatório no padrão de entrada?

Instalação do DPS:

Quando o objetivo for a proteção contra sobretensões de origem atmosférica transmitidas pela linha externa de alimentação, bem como a proteção contra sobretensões de manobra, os DPS devem ser instalados junto ao ponto de entrada da linha na edificação ou no quadro de distribuição principal (QDP), localizado o mais próximo possível do ponto de entrada;

Quando o objetivo for a proteção contra surtos provocadas por descargas atmosféricas diretas sobre a edificação ou em suas proximidades, os dispositivos de proteção contra surto devem ser instalados no ponto de entrada da linha na edificação;

Podem ser necessários DPS adicionais para a proteção de equipamentos sensíveis. Estes dispositivos de proteção contra surto devem ser coordenados com os DPS de montante e de jusante, ou seja, antes e depois.

O local de instalação necessariamente deve ser após e fora do compartimento de medição, sua instalação e dimensionamento devem seguir os seguintes critérios de instalação:

Para a proteção da edificação contra surtos atmosféricos oriundos da rede elétrica, o local para a instalação do DPS, deve ser na mesma estrutura em que está alojada a caixa de entrada de energia elétrica, conforme definido na NBR 5410.

Um único conjunto de dispositivo de proteção contra surtos instalado na origem da instalação pode proteger vários circuitos. Sendo que o DPS deve ser da classe tipo II, com fixação em trilhos (DIN) ou garras (NEMA).

Dimensionando DPS:

Para fazer o dimensionamento correto do dispositivo de proteção contra surtos existem dois fatores fundamentais, que é a sua máxima tensão de funcionamento e a corrente máxima de descarga. Sendo assim mostramos no vídeo abaixo como escolher o DPS ideal para sua instalação, esta linha de dispositivos atende todas as especificações das normas, podendo ser utilizado tanto no padrão de entrada quanto no quadro de distribuição de circuitos (QDC).

Para isso contamos com um guia de seleção da Schneider que é muito simples de usar, e não é necessário fazer a instalação do aplicativo no computador e também pode ser usado no celular, sendo um grande diferencial para o eletricista. Este quia mostrar o DPS exato para o estabelecimento, além de indicar o disjuntor de desconexão de acordo com o dispositivo de proteção contra surto, sendo todos os dispositivos de proteção da linha Easy9.

Finalizamos aqui este artigo e esperamos ter ajudado a tirar todas as dúvidas sobre a obrigatoriedade do DPS nos padrão de entrada! Se ainda tiver ficado alguma dúvida sobre este assunto, deixe nos comentários que iremos responder.

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5 comentários para “DPS no padrão de entrada é obrigatório?”

  1. Ubirajara Pereira Fernandes

    Este informativo e importante para todo tecnico em eletricidade o dispositivo (DPS).

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  2. Luis Fumo

    Muito bom

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  3. Geraldo Divino Ferreira

    Bom dia, excelente comentário parabéns.

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