Você conhece o funcionamento de um potenciômetro digital, sabe para que serve, qual é a sua importância dentro da eletroeletrônica? Se sua resposta é não ou tem alguma dúvida sobre o assunto venha conosco aprender um pouco mais, neste artigo vamos abordar o que é um potenciômetro sem mistérios.

Potenciômetro digital

Os potenciômetros digitais surgiram com a finalidade de substituir os potenciômetros analógicos mecânicos, nas aplicações praticas mais diversas, por exemplo, regular o volume dos alto-falantes de um aparelho de som, esses potenciômetros na verdade são chips resistivos, muito diferentes dos seus primos potenciômetros analógicos, eles utilizam um controle digital para realizar a variação de um sinal de tensão analógico dentro de um circuito.

Os chips conhecidos como potenciômetros digitais, variam a resistência, de acordo com as entradas digitais ativas do chip, ou seja, através de entradas digitais e suas combinações de bits podemos impor um valor variável de resistência a um circuito, esse controle pode ser realizado manualmente ou por intermédio de um micro controlador.

Exemplos de potenciômetros digitais para aplicação

Potenciômetros digitais e suas aplicações

O principio de funcionamento de um potenciômetro digital é simples, cada pino ou entrada digital do chip resistivo é responsável por um conjunto respectivo de resistência, quando um dos pinos do chip é acionado por um sinal digital, o bloco resistivo correspondente a entrada digital ou pino do chip é inserido no circuito principal. Desta forma podemos aumentar ou diminuir a resistência de um circuito, através do controle das entradas digitais de um chip ou potenciômetro digital, sendo assim, através de um controle digital exercemos uma variação analógica de tensão em um circuito. Existem potenciômetros digitais de diferentes quantidades de bits, ou seja, entradas digitais, geralmente encontramos potenciômetros digitais de 4 bits a 8 Bits (Potenciômetros digitais mais comuns).

Um potenciomentro digital de 8 bits ou 8 entradas digitais pode oferecer 256 combinações resistivas diferentes no circuito a relação existente em um circuito que aplicamos os potenciômetros, pode ser dada pela lei de ohms (V=R.I), ou seja, quanto maior for a quantidade de resistência inserida ao circuito menor será o sinal de saída da tensão em relação à sua entrada inicial.

Potenciômetro Mecânico

O potenciômetro mecânico analógico se trata de uma resistência que pode ser variada de acordo com a necessidade do circuito, a resistência é variada movimentando um eixo de metal que possui um contato móvel em sua extremidade.

Exemplo de potenciômetro mecânico e seus componentes internos

Potenciômetro mecânico e seu funcionamento interno

Observe que a figura acima que apresenta um potenciômetro analógio mecânico com três terminais. Quando medimos a resistência elétrica entre o terminal 1 e o terminal 3, encontramos o valor total da resistência do potenciômetro, mas se medirmos a resistência entre o terminal 2 (central) para qualquer outro terminal, observamos que a resistência encontrada, será a ajustada, pelo eixo central que possui o cursor (contato móvel).

O seu funcionamento se da devido a uma tira de carvão denominada de pista, onde se move o contato móvel do cursor ao mover o contato movel o mesmo fecha a resistência em diferentes pontos, este contado móvel é preso ao eixo rotativo, sendo assim, a resistência entre o contato central dependa da posição do cursor.

Exempplo da trilha de carvão do potênciometro mecânico

Potenciômetro mecânico analógico e seu funcionamento interno

O Funcionamento e aplicação dos potenciômetros

Os potenciômetros de forma geral (tanto o digital como o mecânico) podem ser utilizados de duas formas, a primeira maneira como um controle de tensão ou sinal analógico, já a segunda maneira o potenciômetro pode trabalhar como um reostato.

Como um regulador de tensão podemos dizer que o potenciômetro provocará uma queda de tensão proporcional à posição do cursor ou quantidade de entradas digitais acionadas. Para compreender a situação ilustrada denominamos como “C”, a posição do cursor ou a quantidade de bits ativos de um potenciômetro, sendo assim, “C” é dada por uma porcentagem da rotação do cursor no potenciômetro mecânico ou a quantidade de entradas digitais ativas no potenciômetro digital. Então podemos entender, por exemplo, se o curso estiver exatamente na metade ou os bits ativos do potenciômetro digital seja exatamente a metade, teremos, “C” = 50% desta forma a tensão de saída será exatamente a metade da entrada independente do valor da tensão de alimentação do potenciômetro.

Os potenciômetros mecânicos e digitais também podem trabalhar como reostato, sempre que são utilizados apenas dois dos terminais do potenciômetro. Quando o mesmo trabalha desta forma toda corrente do circuito irá percorrer o potenciômetro e o mesmo irá trabalhar como uma resistência variável gerando uma queda de tensão antes da carga, os reostatos são utilizados em indústrias para controle de motores, eles são específicos para potências elevadas muito diferentes dos potenciômetros aqui descritos. Os potenciômetros digitais que trabalham dessa forma geralmente utilizam um transistor em paralelo para que a maior corrente do circuito percorra o transistor e não o potenciômetro, por exemplo,  os reguladores de temperatura dos chuveiros elétricos modernos.

Exemplo da aplicação de potenciômetros como reostatos

Potênciômetros analógicos com funcionamento de reostatos

Para entender os conceitos abordados e como medir e identificar os terminais de um potenciômetro disponibilizamos um excelente vídeo que irá ajudar muito na compreensão dos resistores variáveis.

Finalizamos aqui este artigo e esperamos ter ajudado a esclarecer as dúvidas sobre os potenciômetros digitais! Se ainda tiver restado alguma dúvida ou curiosidade sobre este assunto, deixe nos comentários que iremos responder.

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